Foto do blog: Mario Lamoglia

quarta-feira, 15 de outubro de 2008



Eu não quero ser teu porto; mas o barco que te navega pra longe...

Sylvia Araujo

2 comentários:

renato disse...

O simbolismo do mar sempre remete à idéia de paz, de sentido maior no meio do caos do dia-a-dia, mas também indica certo "receio-do-sem-rumo", porque o barco que navega pra longe é igualmente uma idéia tentadora de fuga tanto quanto um meio da perdição, e não há nada mais perdido do que o navegante que se perde sem um caminho pra seguir e na incerteza de chegar...

Para que ser um barco, quando podes ser o farol ?

Sylvia Araujo disse...

Vixi, primo...
Não, eu não quero ser farol não. Ele fica lá, paradinho no mesmo lugar, só rodando, rodando, certo de sua importância e poder. Não, eu quero é ser barco mesmo, daqueles pequenos que não sabe onde ir, mas assim mesmo vai... e confesso, gosto mesmo da perdição e da incerteza. Elas me movem, me atiçam, me fazem dar o próximo passo.
Na verdade eu queria é ser mar. rsrs Mas me contento em receber umas gotinhas dele durante a viagem. ;o)