Foto do blog: Mario Lamoglia

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Poesia

A poesia (me) escorre.
Os dias, com poesia, são mais vivos.
Os sonhos, muitomaisdoces, com poesia.
E os abraços, ah, os abraços... com poesia, os abraços - intensidade...

A poesia (me) socorre.
As dores, com poesia, sem mais rancores.
Os amores - reféns de ardores, com poesia.
E os momentos, ah, os momentos... com poesia, os momentos - encantamentos...

A poesia me leva. E me traz,
Feito onda quebrando na areia.
Me escorre, tal água de cachoeira.
Não acaba. Não tem ponto. Infiniteza.

A poesia me beija. E me fere,
Feito rosa crivada de espinhos.
Me socorre, tal mão em beira de precipício.
Não me solta. Não me deixa. Correnteza.

Eu quero viver de poesia. (E morrer dela)
Eu quero morrer com poesia. (E viver pra ela)

Sylvia Araujo

3 comentários:

Marcio JC disse...

Não sei se meus pensamentos valem uma cereja (quanto mais caramelada). Quem sabe um favo de mel pra ficar de cara melada - rss...
Moça... você faz as palavras dançarem aos olhos. Quase dá pra dançar lendo essa poesia. Ah, seu eu fosse dançarino...

Sylvia Araujo disse...

E a modéstia agora veio com mel... ai, ai... rs
Não, Fascinante, eu não faço não... elas é que dançam. Insistem em fazer par, mesmo quando eu estou sem som. Eu deixo, né? Fazer o quê?

Talita Baldin disse...

"Tu és como o rosto das rosas:
diferente em cada pétala.

Onde estava o teu perfume? Ninguém soube.
Teu lábio sorriu para todos os ventos
e o mundo inteiro ficou feliz.

Eu, só eu, encontrei a gota de orvalho que te alimentava,
como um segredo que cai do sonho.
Depois, abri as mãos, — e perdeu-se."...
Cecília Meireles


Ohn, Syl, querida...
Seus textos mais belos do que nunca! (: