Foto do blog: Mario Lamoglia

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Crença, bença

Não. Não há cheiro, não. Há só um medo esparramado e morno que me diz das coisas que nunca me foram. É só um frio na espinha curva que sobe e desce, me tonteia, escapa. É caso sério esse amor tão grande. E ele ri quando respiro o não, cria covinhas se desacredito. Um riso livre, de fazer barulho, gargalhada pura de criança nua - a boca toda lambuzada - é mel. E eu lhe dou as mãos numa ciranda a sós, nos revelamos luas sem usar desfeitos. Ele sabe ser - o amor - maior! Eu pra sempre aprendo seu enlarguecer. Lá, no meu coração, danado faz ninho, caminho, soluço, maré-lua-cheia, me faz ser inteira. Longe ou bem perto, me oferece no cálice um sopro, um gozo danado de bom: nunca deixe de me acreditar. E vá.
Sylvia Araujo

2 comentários:

Luís Coelho disse...

Tudo na vida acontece no seu tempo e na medida certa.
Muitos andam perdidos e não acertam nesses momentos bons.
Diria:
- Andam cegos, surdos e sem cheiro...

Cynthia Lopes disse...

Texto delicioso! hum... cereja caramelada,
bjs