Foto do blog: Mario Lamoglia

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Inferno em poás

Quem me dera um par de asas
coloridos apitos
confetes
línguas de sogra:
carnaval a gosto
num quase-setembro
- quem me dera um ombro
sem tempo.
Um frasco de ar puro
- novo pulmão:
quem me dera eu-outra
não essa dor multidão.

Tem dias, me quero poeira
- rastro pouco
muito vento
(longe).
Quem me dera, sim,
um não:
ecoante e redondo
feito um sonoro palavrão.

Sylvia Araujo

5 comentários:

EDNA disse...

Como sempre belíssimos textos que enebriam a alma de quem os ler....essas multidoes a falar de dentro pra fora e , eu, ávida por ouví-las......bjs

Daniela Delias disse...

Sylvia, é maravilhoso!
Sempre bom te ler...
Bjo!

M.F. disse...

Estava há tanto tempo sem vir aqui, saudades de ler suas palavras! Esse foi, particularmente, um dos que mais gostei. Um bom agosto a gosto pra você, Sylvia, rs. Beijos!

Vindo dos Pampas disse...

GENIAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
VAMOS COLOCAR OS IDOSOS NA CADEIA ...
UMA IDEIA A EXPLORAR?

Veja no http://vindodospampas.blogspot.com/

AC Rangel disse...

Quem me dera a espera,
a demanda,
encontrar a palvra que
quem me dera
ouvir...

E vc disse... Parabéns

Rangel