Foto do blog: Mario Lamoglia

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Olhos


Quando a gente sente falta dos olhos, é sério. Muito sério.
A saudade do cheiro, do gosto, do jeito, é natural quando se gosta, mas quando os olhos nos faltam, é porque a alma nos toca, nos admira... Quando a gente sente falta dos olhos, sente falta da alma. E isso é sério. Muito sério.
Sinto constantemente a ausência do transbordar do sorriso. Ou da dor; seja o que for. Da transparência do castanho rasgado, expressivo, imponente. E sinto falta mesmo quando ainda posso alcançá-lo. Ainda posso, disso eu sei. O que talvez doa é a certeza que tenho hoje do amanhã que vem, e de que os olhos - aqueles tão límpidos - vão, nesse mesmo dia, partir também.
Eu não sei o que faz a distância. Eu não sei o que será dos olhos - nossos - nos extremos térmicos do globo. Pode ser que o meu calor gele, e congele, longe daquele olhar que derrete. Ou talvez mantenha-se quente pra não deixar que o dele gangrene, e não volte jamais a brilhar. Perto ou longe, eu quero é brilho. Esse brilho que hoje, no ápice da minha vida, me faz acordar, sorrir e me encantar...

Sylvia Araujo

4 comentários:

Talita Baldin disse...

Ai Syl...
Quando a gente sente a saudade do jeito, do gosto, do cheiro, dos olhos... É sério. De fato, é muito sério mesmo...

(:

E mais sério ainda, é quando alguém aparece na sua vida para tocá-la de uma forma única e inexplicável...
E que além de tocá-la de uma forma toda especial, te torna forte, especial.
E como eu a amo por isso...

Talita Baldin disse...

"Ninguém escreve para si, a não ser que seja um monstro de orgulho. A gente escreve para ser amado, para atrair, para encantar."
(Machado de Assis)


E tu, minha cara amiga, ama, atrai e encanta. MUITO!

Marcos Paulo disse...

...olhos nos olhos, quero ver oque vc faz...
Li todos, fui tocado pela maioria, mas esse aqui, esse foi no olho!!!
Poxa tinha tempo que eu não lia algo assim que pede um chopp, um papo, um abraço. Obrigado!
Bjus

Sylvia Araujo disse...

Tamo esperando o que pra fazer tudo isso, amigo??? Não se pode deixar a vida escorrer entre os dedos... os momentos são únicos - hoje eu sei - e não voltam. Então: carpe diem, noctem e tudo o mais! :o)
Obrigada por existir no meu mundo.