Foto do blog: Mario Lamoglia

quinta-feira, 19 de março de 2009

Silêncio

Não, não fala nada. Não me espere, não me siga. Mantenha seus braços fechados a minha volta e seus olhos olhando pra dentro. Não quero que me veja assim. Apenas respire em minhas costas e sinta minha nuca. E me deixe dormir, como se estivesse segura de tudo, como se pudesse seguir - sem me virar.

Não, não diga nada. Não me empurre, não me deixe. Mantenha seu calor emanando e seus dedos enlaçados aos meus. Não quero que não me veja assim. Apenas sinta minha dor e me acalme, tudo vai ficar bem. Me olhe nos olhos e me faça acordar, como se o mundo se abrisse e eu não precisasse correr - olhando pra trás.

Me beija.

Sylvia Araujo

3 comentários:

Ana Rivero disse...

sssssmack!

Shoni chan disse...

Cadê? Sinto saudades! Estou ansiosa por ler mais poemas de Sylvia, minha abundante-mente! ;)
Beeeijos mil, Talita.

Sylvia Araujo disse...

Smack, smack, ssssssssssmack!
Nas duas!